sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Crónicas do Atlântico VI

Chineses. Um povo interessante, formiguinhas trabalhadoras com um sentido de negócio extraordinário. Em cada canto até desta terra perdida no meio do oceano encontramos uma lojinha com aquelas coisas vermelhas penduradas cá fora. São um povo com grande visão - pudera, com os olhos em formato 16:9 também eu!
E a razão pela qual invoco esta gente peculiar neste que será o último capítulo destas crónicas é muito simples: como talvez saberão ou lembrarão, tenho uma tatuagem na parte interior do braço direito, 2 caracteres japoneses, que são a palavra Yuki, que significa bravura e espírito do guerreiro. Ora, eis que me encontrava tranquilamente a jantar num restaurante chinês quando, entre o pedido do "clêpe" e "alôz" a empregada, nascida dentro do território do segundo monumento que consegue ser visto da Lua (o primeiro são as pernas da menina do gás) se vira para mim, felicíssima e apontando para a minha tatuagem e diz: "Menino, menino".
Pânico. Toda a minha bravura estava reduzida a um par de caracteres que, aparentemente, significam "menino". Mas não me dei por vencido; chamei de novo a senhora e disse-lhe que os caracteres eram japoneses, e não chineses, e quando puxei a manga da t-shirt para ela ver com atenção a tatuagem, mostrei um tracinho que antes estava tapado, ao que ela responde, apontando para o traço: "Ah, menino não, lapaz folte, blavula", que foi também confirmado pelo dono do restaurante. Alívio. Afinal, é mesmo o que eu pensava.
Moral da história: o traço que estava tapado com certeza representa a virilidade do guerreiro, sendo literalmente a sua espada, ou então a sua "espada". Não sei. Mas pelo menos sei que o que tenho aqui é mesmo o que pensava. Curiosa a escrita oriental, em que um simples rabisco transforma um menino num guerreiro.
E assim termino esta saga de crónicas, em que logicamente nem tudo foi contado, mas fica o mais importante deste verão que hoje termina oficialmente para mim, já que marca o dia do meu regresso a terras do continente.
Encontrar-nos-emos nos locais habituais.

domingo, 31 de agosto de 2008

Crónicas do Atlântico V

Encontramo-nos no último de Agosto, mês mágico de puro ócio e diversão. É uma pena que só daqui a 11 meses teremos de novo todas as alegrias, risadas e tropelias que esta altura do ano, a chamada por muitos de "silly season" nos traz. Mas não é este o motivo da minha conversa. Venho apenas relatar-vos com alguma brevidade mais uma estória deveras engraçada passada aqui em terras açorianas.
Fui passar o fim-de-semana a uma freguesia longe da cidade, noutra ponta da ilha, com um grupo de amigos. Alugámos uma casinha à beira-mar, mesmo ao pé da praia. Ontem à noite, após um belo repasto de peixe grelhado num restaurante local, fizemos as mais variadas palhaçadas, regadas com alguns litros de bebidas providas de álcool. Mas como a cereja vem sempre no topo do bolo, algures pelas 5 da madrugada decidimos ir à praia para cumprir um desejo antigo: um banho nocturno, entre amigos, mas especial. Não, não houve nenhuma actividade de cariz sexual. Tratou-se sim de 4 marmanjos a tomar um banho nocturno "de calções brancos". E porquê as aspas, se aparentemente se tratam de uma peça vulgaríssima de vestuário? A explicação é simples, mas talvez um pouco chocante para os mais sensíveis: os "calções brancos" tratam-se exactamente da ausência de vestuário; pensem comigo: um tipo chega ao fim de Agosto com um bronze considerável da cintura para cima e dos joelhos para baixo (já que o resto se encontra coberto pelos calções de banho); então, a nudez passa a criar uma ilusão da presença de calções brancos! Exacto, é isso mesmo, metemo-nos todos nus na água às 5 da manhã. E como a casa era perto da praia, e não havia uma alma viva na rua, regressámos com a toalhinha ao ombro, sem qualquer tipo de preocupações e com uma liberdade e frescura difíceis de descrever. Quais nativos.
Mais uma para contar aos netos.

Beijos e abraços aos destinatários do costume.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Crónicas do Atlântico IV

Perdidos. Lembram-se da famosa série, certo? Aquela em que por algum motivo que até os argumentistas desconhecem um grupo de indivíduos é vítima de um acidente de aviação, ficando retidos numa ilha, onde acontece toda uma panóplia de acontecimentos estranhos, demasiado alternativos, dignos de um X-File tirado do fundo de uma prateleira perdida algures numa cave poeirenta. Pois é, meus caros, hoje fui um Perdido, pelo menos durante algumas horas. "Isto porquê?", questionam-me vocês; mas não deviam, pois para obter resposta a esta simples dúvida, quiçá existencial, implica a leitura do restante texto. E poderá tornar-se perigosamente enfadonho. Enfim... Ia eu alegremente para mais um dia de surf, quando resolvo ir experimentar um sítio ao qual nunca tinha ido, selvagem, secreto para a maioria até dos locais. Após um telefonema de elucucidação, lá me dirigi, deixando o carro num caminho de terra, e infiltrando-me por um caminho de vacas, presenteado com bosta, prosseguindo por meio de pastos, canas, mais pastos com relva até à cintura, alguns cães a correrem atrás de mim, rochas à beira-mar, e, finalmente, o dito local (spot, em linguagem surfista). As ondas de 2 metros que se erguiam na minha frente cedo justificaram a longa caminhada, assim como a água quente e o sol abrasador. Ao fim de uma boa surfada, resolvo sair da água. Junto os meus trapinhos para me ir embora, e qual não é o meu espanto (e das restantes cerca de 15 pessoas que se encontravam no mesmo local) que a maré enchera de tal modo que inundou o dito calhau (rochas), impossibilitando a passagem, num local com um pequeno areal e sem nada que se parecesse com obra da mão humana. Ora, restava-nos esperar pela maré vazia, para que Neptuno nos permitisse novamente passagem de volta ao mundo. 6 horas de longa espera nos aguardavam. Construímos pequenos abrigos a partir de canas, toalhas de praia e folhas de inhame que por lá crescia, para nos proteger do sol abrasador. Fizemos uma fogueira. Folia total no nosso isolamento do mundo. Pequeno problema: estávamos completamente desprovidos de mantimentos; pensámos em sacrificar alguém, mas esperámos que a fome aumentasse mais um pouco para o fazer, e ao menos tínhamos água salgada à mão, que serviria para lavar e simultaneamente temperar a carne. Um pitéu? Muitos canibais diriam que sim! Finalmente, tudo se resolveu a bem, o mar bravo concedeu-nos novamente passagem para o regresso. Assim se vai passando o tempo por terras atlânticas.
Agora termino com uma questão importantíssima, que já nos deve ter assolado a todos pela sua complexidade: o avião dos tipos dos Perdidos supostamente ia cheio de passageiros, certo? E supostamente, eles caíram numa ilha deserta, verdade? Então, de onde apareceram os homens com câmaras que permitem que vejamos as suas desventuras no conforto do nosso sofá? E como fazem eles chegar as imagens ao mundo civilizado, se estão numa ilha deserta, isolados de qualquer tipo de comunicação? Muito, muito estranho... Eu pelo menos tinha rede no telemóvel, mas certamente não havia por lá homens com câmaras! Caso para se pensar. Ou não.

Assim termino mais uma (longa) estória das aventuras vividas algures entre a Europa e a América.

domingo, 17 de agosto de 2008

De volta ao blog...

Olá caros amiguinhos e amiguinhas. Pois é, após um ausência perlongada voltei aos meus posts aqui no blog. Não que tenha alguma novidade estrondosa ou mesmo algo de interessante para dizer (quem me conhece bem sabe que raramente é o caso), mas simplesmente para dizer que ainda estou vivo.
Tenho andado a ver os jogos olímpicos na última semana e tenho que dizer que estou espantado com quatro coisas:
- Primeira e incontornável: Michael Phels. Até à data já ganhou 8 medalhas de ouro (perfazendo a módica percentagem de 42,1% do total de medalhas de ouro ganhas pelos EUA). Este homem está imbatível. O que vale é que já se lhe acabaram as provas, pois se mais houvessem, mais ele ganharia...
- Segundo: Usain Bolt, acabou de ganhar o ouro nos 100m, bateu o recorde do mundo e o mais engraçado... nos últimos 10/15 metros parecia já nem sequer se esforçar.
- Terceira: Rafael Nadal que acabou de ganhar a medalha de ouro, naquela que é a modalidade que me está no coração, e a demonstrar um "poderio" enorme e que em outubro irá destronar o actual número um mundial, eliminado duas rondas antes da final.
- Quarto, último mas não menos importante: O comentador dos jogos de ténis. Para além dos muitos comentários "menos felizes", mas que já são tão comuns no mundo dos comentadores desportivos, o que mais me espantou foi o comentário à esposa/companheira (não sei ao certo o que lhe é, e sinceramente nem estou interessado) de Roger Federer. O comentário rondava os assuntos que ela o seguia para todo o lado, fez com que ele não ficasse na aldeia olímpica e que por ter grande afinidade com o seu telemóvel não era uma senhora muito simpática.
Vamos ao primeiro... Segui-lo para todo o lado... A vida de tenísta é complicada, muitas viagens e torneios em países sempre diferentes. Tanto Federer como tantos outros preferem ter a sua acompanhante com eles pois evita viagens desnecessárias e um apoio constante.
Segundo... Fez com que não ficasse na aldeia olímpica... Não tenho qualquer informação sobre isto, mas estou certo que a decisão terá que ter sido feito pelos dois.
Terceiro... A tal referida dependência do telemóvel... Esse é um mal que não a afecta só a ela, como também a um grande número de portugueses, o que não faz com que estes não sejam grande pessoas e belos compinchas para uma amena cavaqueira.
Resumindo e baralhando... Estas três coisas não deveriam ser suficientes para que comentdores venham dizer coisas como "ela é uma pessoa pouco simpática", pois nem tudo o que parece na realidade é. É claro que esta é só a minha maneira de ver as cosias... posso estar errado..........


Depois de mais um conversa super-desinteressante despeço-me.
Beijos e abraços a quem de direito

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Crónicas do Atlântico III

Caríssimos!
Serve o presente, que estranhamente não terá nada de engraçado ou divertido, para vos por a par das minhas óptimas férias aqui pela santa ilha... Caipirinhas, gin tónico, poker, ginásio, sol, muito sol e cerveja têm pautado estes excelentes dias, este ano numa perspectiva mais zen que em anos anteriores. É uma pena que não andem por cá para partilharem as maravilhas desta terra paradisíaca (sei que me estou a repetir, mas não me apraz dizer outra coisa em relação a este local).
E pronto, assim termino mais um episódio desta série informativa, esta um pouco mais lamechas, mas apenas com o intuito de cumprir o prometido e dar regularmente sinal de vida daqui do meio do Atlântico, nesta terra que Deus Nosso Senhor abençoou e regou com uma marca de cerveja (bem boa!), com um nome sugestivo: Especial.
Tenho dito.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Crónicas do Atlântico II

Eis que me encontro (finalmente) sóbrio.
Ainda há pouco pensei "Ele há coisas extremamente engraçadas". E porquê? A resposta é simples, caros "conginasianos" (e todos os outros): chego aqui feliz da vida para ver se havia algum sinal de actividade neste poço de sabedoria, e deparo-me com um post meu (sim, o episódio I das gloriosas Crónicas do Atlântico), do qual não apresento nenhum registo de memória. Sim, ao que parece dei o tiro de partida para esta saga algures entre a perdição da noite de ontem, e curiosamente não me recordo, mas ao menos acertei com o título e quase não dei erros a escrever. Notável.
Deixem que vos diga que tenho un vizinhos impecáveis. E teço este rasgado elogio a tais pessoas, e, diga-se, com grande entusiasmo, já que ontem apenas pelas 5 da madugada cessou a algazarra extrema que os 9 bêbedos (eu incluído) estavam a fazer - com muita razão, diga-se, porque aquele pónei roxo que estava no meu quintal era deveras hilariante. Ora que hoje contei em cima do balcão da minha cozinha cerca de 50 garrafas de cerveja, 2 de tinto, 1 de martini e 1 de whisky, completamente vazias, mas com 2 significados extremamente importantes: 1º - estava encontrada a razão para a minha dor de cabeça matinal e a secura da boca; 2º - é simplesmente genial que um grupo de bêbedos consiga ter o seu alarme da preocupação ambiental, separando as garrafas para posteriormente as colocar no vidrão, apesar do elevado teor alcoólico que a conversa, gargalhadas e afins já levava. Toma lá, Al Gore!
Queria apenas deixar-vos com uma imagem do que foi o meu fim de tarde aqui na terra: um passeio de barco junto à costa, até uma vila próxima, seguido de jantar (peixinho fresco grelhado, comme il faut) numa esplanada à beira-mar, a degustar um extraordinário sumo de cevada, seguido de novo passeio de barco, agora nocturno, de regresso à cidade. Magnífico!

Mais, muito mais virá.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Crónicas do Atlântico I

Meus amigos, tal como prometido, inicio aqui uma saga de rábulas, estórias, aventuras e desventuras passadas aqui na maravilhosa ilha de S. Miguel, qual paraíso em que me encontro. Devo confessar que neste preciso momento me encontro bastante alcoolizado, com amigos em casa num ameno churrasco, e que em breve prometerei mais e melhores notícias deste pedaço de terra paradisíaco, quando me encontrar em condições mentalmente mais esclarecidas. Serve este mail apenas para iniciar esta brilhante saga de eventos que muito irá ter para contar, talvez em períodoso em que me encontre não sobre o efeito do álcool, tendo em conta que já se passaram alguns litros de cerveja e alguns whiskys.

Um grande (hic) bem haja a todos (hic)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Narcolepsia... e speeds!

Tudo terá começado há muitos anos atrás, não sei exactamente quando... decerto quando, em algum dia remoto, adormeci pela primeira vez numa aula. Desde então tornou-se uma rotina, quase um culto; desenvolvidas várias técnicas para dormir sestas de tempo e profundidade variável nos mais diversos locais sem ser notada, ainda assim fui apanhada em algumas ocasiões. Uma delas, talvez a mais escandalosa, aconteceu há uns anos numa aula de Biologia Animal II. Após as várias tentativas da minha colega para me acordar enquanto o nosso professor discursava entusiasticamente sobre batráquios (a sua especialidade), duas horas passadas, não resisti mais... adormeci! Aparentemente as minhas técnicas de camuflagem não eram infalíveis, dado que o senhor, chocado, disse, alto e bom som: "Você está a dormir? Está mesmo a dormir?! Vá lavar a cara! Faça qualquer coisa!". Mas sabia ele (tanto como eu) que, além de desequilíbrios diversos, padeço também de uma patologia denominada narcolepsia! Se tivesse acontecido hoje teria, subtilmente, perscrutado a minha mala em busca da declaração médica que obtive ontem precisamente, e que afirma que padeço da dita doença, justificando a minha necessidade de dormir sestas ocasionais. Pergunto-me qual teria sido a sua resposta... nada de previsível, certamente, dado que estou a falar do senhor que cantarolava alegremente a música do Indiana Jones enquanto, munidos de luvas e coragem, dissecávamos até aos otólitos peixes nas suas aulas.
A declaração foi a segunda medida preventiva a que recorreu o bom doutor; a primeira consistiu na administração de uma droga (legal) que introduziu com as palavras seguintes: "Não é uma anfetamina, mas vai ajudar a mantê-la acordada!". Fiquei animadíssima, claro! Volto brevemente com relatos dos seus efeitos, acerca dos quais tenho expectativas extraordinárias.

Até nova ocasião iremos, com certeza, encontrar-nos nos locais habituais... eventualmente atrás de um papel no qual figurarão, com letras garrafais, as palavras "Silêncio: HORA DA SESTA!".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Diarreia

Pois é meus caros, esta minha intervenção, que será breve (ou talvez não), será apenas sobre diarreia. "Mas porquê diarreia", perguntam vocês. E com razão. De facto, não é o tema mais agradável de se falar, sobretudo se estivermos a meio de um jantar romântico com uma moçoila esbelta e bem-parecida num restaurante fino, à luz das velas a degustar um bom tinto Alentejano. Por isso, esclareço desde já qual o meu intento em trazer à baila este tema tão líquido: meus amigos, encontro-me neste momento em diarreia mental. Isto quando somente me faltam 2 exames nesta interminável época, digna da atenção de Tolkien para uma 4ª aventura do nosso amigo de pés peludos, mas desta vez com bem menos acção, mais numa onda de cinema europeu, algo mais cultural (como, aliás, uma época de exames obriga).
"E porque é que estás em diarreia mental, caro amigo palhaço neste circo que é a vida?" indagam vocês. E de novo com razão. Pois é, ando há algumas muitas semanas em trabalho intenso, a decorar quantidades massivas de informação, sendo que, após 4 exames (que correram todos bem, graças a Deus Nosso Senhor Jesus Cristo), detectei num documento pirata de estudo (vulgo "apontamentos") um facto interessante: uma causa neurológica comum de morte nos jovens adultos é o "Amolecimento Cerebral Espontâneo". Deixem que vos diga, de antemão, que tal doença não existe, ou pelo menos ainda não foi descrita. Ora, só alguém com muita imaginação, ou sob o efeito de substâncias psicotrópicas demasiado potentes até para o Keith Richards dos Stones poderia prever uma situação destas: "epá, chegou-me aqui à Urgência este tipo com um amolecimento cerebral espontâneo, já não pude fazer nada... ainda administrei farinha e 2 dl de leite, bati umas claras em castelo, mas mesmo assim não colou". E assim nasce o Amolecimento Cerebral Espontâneo. E assim, à semelhança da moleza dos produtos intestinais definidos por "diarreia", posso, com segurança, afirmar que este sujeito fez uma descoberta brilhante, ao descrever a doença eu eu viria a desenvolver volvidos alguns anos, em plena época de exames: Diarreia Cerebral.
Ainda bem que está quase no fim.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Carvalho!

Inicio a minha contribuição a este magnífico blog com uma receita de ovos mexidos:

Ingredientes:
2 ovos
1 dl de leite
azeite e margarina qb
pimenta branca e sal qb

Mistura-se tudo numa tigela até ficar uma mistura amarelinha uniforme.
Numa frigideira, aquece-se o azeite e coloca-se um pouco de margarina (e não o oposto, para não queimar a dita cuja).
Quando estiver bem quente, adiciona-se a mistura e vai-se mexendo com uma colher de pau até ficar sequinho e apetitoso.
Et voilá!
Recomenda-se a acompanhar com umas salsichas frescas, acabadinhas de tirar da lata, e fiambre fresco, acabado de tirar do frigorífico. Uma delícia!

Por esta altura já vocês perguntam: "mas porque é que este caramelo vem para aqui ensinar a malta a fazer uma receita que qualquer símio com mais de 10 anos e que tenha pelo menos um membro superior para pegar na frigideira consegue e sabe fazer?" Pois é meus amigos, nunca é demais relembrar certas coisas básicas da vida!

Por esta altura também já me estão a mandar todos para o cócó, e a proferir muitos palavrões dirigidos à minha pessoa; assim, fica justificado o título desta mensagem, cujo conteúdo considero inexcedivelmente importante; pois se não fossem os ovos mexidos, teríamos que criar quotas para as galinhas não porem mais que x ovos, ou não teríamos mais nada que fazer com eles.

Para além do mais, parecendo que não, o ovo é uma coisa que ocupa espaço, e depois se se parte suja tudo, é uma chatice. Para além do mais, os sindicatos dos galináceos são uma coisa muito chata, tudo a cacarejar, epá, uma maçada é o que é.

E pronto, gostaria de finalizar esta minha primeira de muitas intervenções com um grande bem haja!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Noite e dia...de volta à terra natal!:)

Era, efectivamente, uma noite tranquila... ou começara por sê-lo, com um jantar intimista em minha casa (ainda por cima) cozinhado não por, mas para mim! Comecei por tomar a decisão (cada vez menos complicada) de deixar o carro em casa - e, como tal, acompanhar a requintada refeição com o igualmente requintado vinho abafado que o Rui deixara cá na última festa. O "néctar", com gelo, parece sumo...mas muito melhor! O resultado é fácil de prever.
Quando me dirigi ao sítio onde a noite habitualmente começa, a alegria já era bastante. Não imaginava que os meus colegas/alunos/amigos (a cada um o que é de direito, passo o pelágio) se juntariam a mim a horas pouco próprias. Afinal era cedo, e era só o princípio!
Para alguns a noite, quando começa, não tem perspectivas de acabar... parece que sou assim. Ruas, pessoas, caipiroskas (a supremacia da vodka sobre a cachaça, evidentemente), conversas (mais ou menos disconexas), dança em sítios mais ou menos duvidosos... e, por fim, a viagem de táxi mais ou menos atribulada e palavras e frases com pouco (ou nenhum) sentido proferidas/suspiradas/entoadas/cantaroladas até Campo de Ourique. E acordar, de manhã, num sofá preto e confortável, e voltar para casa sem saber bem como nem porquê.
É bom estar de volta:)

sábado, 24 de maio de 2008

Chegada a casa... após mais uma noite de folia...

Como podem ver ... o título diz tudo... acabei de chegar a casa e são neste momento 5:20 da manhã. Estava muito bem, eu , Rui Basílio de Carvalho,a dormir (ou quase) pacificamente no meu sofá quando recebo uma chamada.... Rodrigo gym... Só penso... mau algo se passa... pois era uma "vontade de sair"... e em quem é que ele pensou???? uma das pessoas fui eu... não sei se me deverei sentir lisonjeado ou ultrajado... por um lado, pensar em divertir-se à noite e afins, é sempre bom que se lembrem de mim... Mas por outro lado... Quem mais para se levantar da caminha e ir rumar até ao bairro alto... e beber copos até nunca mais???? bem gosto de acreditar mais na primeira... mas só vos digo uma coisa... esta noite foi cheia de nvas denominações, marcas, qualidades e outros nomes que queiram dar ao que se passou... leiam os próximos... irei escrever alguns pormenores sórdidos desta noite... mas nunca se esqueçam... a única maneira de saberem tudo o que se passa é estarem lá... por isso FAÇAM SENTIR MAIS VEZES A VOSSA PRESENÇA!!!!

Um grande beijo e abraço a quem de direito. Mais não digo e vejam o próximo post... poderá ser ... "engraçado"....

terça-feira, 6 de maio de 2008

Já que se falou em viagens...

Não conseguindo igualar a viagem que a nossa querida amiga Rita está a fazer, gostaria ainda assim de vos deixar as minhas impressões de Genebra, para que possam equacionar uma futura visita.

Chegámos ao aeroporto de Genebra antes da hora prevista. As malas chegaram com uma rapidez incrível, facto que me fez logo exclamar para comigo mesmo "Pois está claro que sim... Afinal, estamos na Suiça, país dos relógios e o deles não está atrasado". Agora que penso nisso foi uma frase muito estúpida... Mas adiante...
Estávamos calmamente à espera do nosso amigo João, os minutos passavam e João nem vê-lo. Aparentemente o relógio dele é "tuga" a 100%. Até que finalmente vimos lá bem ao longe o nosso grande amigo João, que prontamente explicou que se tinha atrasado por causa de uma prova de vinhos proporcionada pelo chefe. E eu a pensar cá para mim "que belo chefe, este é cá dos meus!". Uma segunda frase que me ecoava na cabeça era: "Bem, se este gajo nos vem buscar neste estado... eu nem quero imaginar o quão duros irão ser os desafios que teremos que ultrapassar nesta visita...".
Chegámos à paragem do autocarro e cedo me deparei com uma realidade que até então me era desconhecida e até esse mesmo instante pensava ser uma impossibilidade física. Vi que os transportes públicos tinham horários a cumprir... ou seja, em todas as paragens estava especificado qual a hora (o detalhe vai ao minuto) que os autocarros passariam. Esta era uma situação quase tão incrível quanto o facto de que quem nos foi buscar repetia muitas vezes a mesma história (ou estória para quem for mais piquinhas).
Avançando um pouco, Genebra é uma cidade bonita, mas não esperem Paris, com a sua quantidade infindável de "coisas" para ver.
Outro ponto importante foi o facto de no 1 de Maio estar tudo fechado. Quando digo tudo refiro-me a lojas, supermercados e afins... enfim coisas que se não estiverem bem abastecidos em casa, provavelmente morrerão à fome, pois nada se encontra aberto. Coisa engraçada é que, nas festividades do 1 de Maio, no centro de Genebra havia uma grande "festarola" com imensos grupos de música e com algo que está no coração de todo o bom português... Super Bock e Sagres. Pois é verdade, lá o que mais se bebia era este néctar divino produzido em Portugal!

Bem vou acabar por aqui hoje que os olhos já se estão a fechar. Daqui a um ou dois dias conto o resto. Isto, é claro, se não houver muita gente a queixar-se!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Colega

Venho-vos hoje contar, uma história, uma situação, uma «cena marada 'man'!» que presenciei no dia de ontem, 1º domingo de maio a.k.a ''Dia da Mãe''.
Abreviando muito mais que o costume, sim porque eu tenho a plena noção que sou um bocado chato, ontem estive com um colega da minha mãe simplesmente único. Único porque é um senhor que apesar do seu elevado cargo, um homem que inspira algum respeito (e deveria transpirar também algum) insiste em falar somente utilizando calão.
Há quem se sinta ofendido e há quem se ria às lágrimas (meu caso). Não é todos os dias que conhecemos uma pessoa capaz de empregar uma panóplia tão grande de gíria e calão numa só frase, resultando numa eloquência tal que se fosse censurada com um ''Pi'', como se costuma fazer na TV, cada vez que o senhor falasse pareceria que estava a tentar comunicar em código Morse.
Acho não só fantástico como positivo utilizar o calão no dia a dia, pois o português é para ser falado na sua extensão completa.
Só para terem uma ideia daquilo a que me refiro, vou-vos contar um arrufo entre este magnífico personagem e um arrumador de carros, que se passou alguns dias antes.
Ora este senhor chega ao parque de estacionamento, e com a ''ajuda'' do arrumador, estaciona o carro.
Depois de o veículo devidamente arrumado, sai do carro, dirige-se ao arrumador, não para lhe dar uma esmola, mas sim uma lição de moral:
«PSHHT olha lá!, chega lá aqui que eu quero falar contigo pá; eu cá não te vou dar nada, e sabes porquê? Para não te dar maus hábitos ouvistes? Porque senão todos os dias que vier aqui tenho que te dar esmola e eu não estou para dar esmolas a um gajo que passa a vida a abanar o jornal e a chutar para a veia.... e mais....se eu chego aqui algum dia e vejo um risco que seja no meu ''Marcedes'' (aparentemente o senhor não sabia dizer Mercedes, era ''marcedes'' não sei porquê) venho ter contigo e levas um tiro no chispe, ouviste?»
O arrumador costumava guardar lugares no parque com caixas de fruta para quem lhe costumava dar esmola... escusado será dizer que o nosso ''herói'' não reagiu bem:
«Epá cheguei lá um dia pá, e o bacano tinha caixas a tapar os lugares... vê bem isto... saí do meu Marcedes e comecei a partir os caixotes todos ao pontapé que para o gajo aprender, que este tipo de merdas não se faz pá, não pago nem um tusto. Até digo mais, dei uma biqueirada num com tanta força que me ficou enfiado até à coxa, e ameacei mandar-lhe com um a cabeça caso ele se armasse outra vez em génio»
Simplesmente brilhante...
E assim acaba mais um texto que era para ser sucinto mas não foi, que era para ter graça mas não teve... só me resta desejar à cara amiga Rita um bom resto de viagem, já que não posso falar directamente com ela, e que estamos todos ansiosos por saber novidades do Leste Europeu.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Novas do Leste - parte I

Carissimos fundadores/contribuidores regulares e ocasionais e curiosos... esta e, realmente, a era da comunicacao! Estou do outro lado da Europa, perto do extremo oposto, e o maravilhoso hostel onde me encontro (em oposicao a pardieiros diversos onde ja pernoitei pela Europa fora, noutras ocasioes) tem, entre outras facilidades, a possibilidade de utilizar a internet...de graca! A palavra "gratis" e, alias, igual em varios sitios, e neste tambem. A falta notoria de acentos deve-se as barreiras de linguagem, eventualmente ultrapassaveis, mas nao neste caso, devo confessar.
Este pais e diferente de tudo o que conheci ate hoje, e creio que vou aproximar-me de locais onde poderei imaginar com detalhe os acontecimentos da famosa triologia...locais selvagens e (quase) inexplorados, reconditos e repletos de magia. Lugares que nos fazem esquecer os detalhes que tantas vezes nos detem, os entraves da rotina, e reparar que temos sempre a nossa espera algo maior...algo que ainda nao vimos, nao vivemos. Que, afinal, nao e o "pouco" mas o " quase tudo" que esta por vir.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Notícia de Última Hora


Caros amigos...minha gente...

É com grande pesar que vos informo que estou aborrecido para além do normal, em parte porque tenho um exame amanhã e por outra parte porque acabei de ver o Senhor dos Anéis: As Duas Torres pela... 17ª (?) vez e descobri um pormenor extraordinário.

Ora bem, se estão recordados deste particular episódio das duas torres, desta preciosa saga... sim porque eu acredito que alguns de vós não se lembrem (nem todos padecem do mesmo mal que eu, mal este que insiste em que eu veja o mesmo filme vezes sem conta até memorizar totalmente ou praticamente o filme).

Se se lembrarem, dou-vos os meus parabéns, são tão doentes quanto eu, tem a minha autorização como fundador deste blog para saltarem este parágrafo.
Senão se lembrarem, dêem um salto à FNAC agora, comprem a trilogia, vejam-na pelo menos duas vezes (a primeira é só uma ensaboadela, o cérebro tem muita coisa para assimilar ao mesmo tempo, só da segunda vez é que começam a estar realmente atentos ao pormenores, não aconselho uma terceira pois pode causar cegueira temporária, ouçam a voz da experiência...). Vejam lá isso num instante, eu espero...

Já está? Ok vamos lá então...

Há uma altura, mais ou menos a meio do filme, aos 40 min de filme se não estou em engano, em que as tropas de Saruman, mais concretamente o pelotão dos wargs (cães montados por orcs) lutam contra o povo de Rohan que tenta chegar à fortaleza de Helms Deep. Antes do confronto propriamente dito, dois tipos que vão em cavalos mais à frente da caravana, os súbditos do rei, de nomes Gamling e Hàma (fixem este nome), são atacados exactamente por um warg, e penso que Hàma morre, visto que a última vez que o vemos ele está entre os dentes de um warg (um cão de um tamanho de um cavalo com uma boca cheia de dentes em igual proporção), ou seja muito provavelmente não sobreviveu.

Bem mais tarde, já em Helms Deep, aparece um puto, que outrora foi forçado a alistar-se no exército de Rohan (muitas crianças e velhos foram obrigados a participar nesta guerra por falta de soldados), que se apresenta como Haleth, filho de Hàma. E eu ainda não tinha reparado nisto... O puto é filho do gajo que foi morto pelo cão, conseguiram reparar? Os nomes são iguais.
Eu não acredito em coincidências... nada me fará crer que o puto e o gajo que foi morto pelo cão não pertencem à mesma família, que foi fruto da imaginação, diga-se, pouco fértil de John Ronald Reuel Tolkien, um esquema retorcido para não ter que inventar mais nomes.
Quer dizer este gajo tem cabeça para inventar 3 canhanhos daqueles, uma história do caraças e depois repete os nomes das personagens? Não me parece... Acho que ele pretendia mesmo que chegássemos a esta conclusão... eles são pai e filho... conclusão esta que eu vos apresento aqui, numa bandeja de prata, para não terem vocês que sofrer e ver o raio do filme tantas vezes como eu para chegar à mesma conclusão...digam lá... quem é amigo?

Para quem está completamente chocado com isto, pois também nunca tinha reparado... meus irmãos/irmãs...como eu vos entendo...não precisam de me agradecer... faço isto por nós todos

Para quem está chocado por outros motivos, qualquer coisa para o estilo:


  • «mas que relevância tem isto para a minha vida?»

  • «mas este gajo é doido?!»

  • «estive eu a perder o meu tempo a ler esta gaita toda só para ele me dizer isto?!»

  • «sou doente terminal e acabei de desperdiçar preciosos minutos da minha vida a ler este blog em vez de estar com a minha família...»

  • «gaita estive aqui a ler isto e deixei o arroz que estava ao lume agarrar ao fundo do tacho, que desperdício de arroz!»

  • «podia ter estado a fazer qualquer coisa mais produtiva em vez de estoirar o meu tempo a ler merdas destas na net»

  • «eu só queria mesmo era ver umas tipas nuas e vim parar a um blog dum gajo que muito resumidamente tem sérios problemas...que se lixe...vamos lá procurar outra vez no Google: sexy hot legs...»

Todos estas especulações, muito seguramente vão levar-vos a uma conclusão, provavelmente podem só aperceberem-se disto mais tarde, mas, como todos os outros, também lá chegarão... A derradeira conclusão que se resume a uma só frase, que me tem a mim como sujeito subentendido

«vou matá-lo...».

Pois bem, o que eu tenho para vos dizer é... metam-se na fila e não se acotovelem sff...


terça-feira, 29 de abril de 2008


Hoje apetece-me falar de vários tópicos, especialmente porque não tenho muito tempo
(é sempre assim...quando não temos tempo é quando nos lembramos de tudo para falar).
Para o «Assunto de Capa», ou seja, «A Notícia», ou seja, aquela parte do post que realmente importa, se é que alguma parte de facto importa, destaco esta foto à nossa dir....ahh esquerda.
Vou tentar sensibilizar-vos para um assunto cada mais frequente, que afecta o país de norte a sul. Venho-vos contar a história da Rita. Esta é a Rita, desmaiada na praia, por falta de açúcar no sangue (hipoglicemia). Desmaiou exactamente antes de conseguir abrir um pacote de bolachas Pro Alimentar para recuperar as energias... Isto meus amigos é inaceitável, ainda para mais numa praia, cheia de gente e ninguém acode... Quando virem alguém na praia deitado sossegadamente, assumam imediatamente que essa pessoa está em hipoglicemia e enfiem-lhe qualquer coisa pela garganta a dentro. Sei que, por experiência própria, depois do salvamento, as vítimas, traumatizadas, podem reagir mal e violentamente, mas acreditem, mais tarde vão-vos agradecer por lhes terem salvo a vida. Se não tiverem nada comestível á mão, experimentem espargir água do mar, bem fresca, utilizando um balde preferencialmente, e vejam-os voltar de novo à vida. Se bem que o choque térmico pode traumatizar mais uma vez a vítima, e portanto aconselho-vos a afastarem-se calmamente do local, sapientes que acabaram de salvar uma vida, sentimento extremamente reconfortante.
Contudo, no caso da Rita, e dessa pobre gente, padecendo da mesma maleita, podia ter sido bem pior, para além de ter colapsado assim, podia ter apanhado um escaldão valente... e ninguém gosta de apanhar escaldões... especialmente os valentes... daí eu e o estimado amigo Rui virar-mos a Rita, periodicamente, permitindo-lhe assim um bronzeado uniforme, ou pelo menos um escaldão uniforme.
O segundo ponto está relacionado com uma série de frases, proferidas em torno daquela grande e inspiradora máquina que é a do supino, ou bench press. Frases que só por si davam para provérbios, sendo quase inquestionável a sua sabedoria e o seu sentido tão profundo. Pena não ter memorizado propriamente essas pérolas (não, não estava bêbado, pura e simplesmente não me lembro). Ficou mais que provado que o «gangue» do supino, adquire toda a sua eloquência e toda a sua inspiração daquela maravilhosa máquina. Até os não utilizadores da máquina, ou seja os «fraquinhos», não conseguiram contornar a aura que a máquina impõe e contribuiram com algumas dessas frases. Em 5 minutos de conversa saíram frases que dariam para vários posts, saíram como uma explosiva descarga intestinal.
E por falar em descargas intestinais, vem o terceiro e último ponto, encontrei informação que vos ajudará no futuro. Encontrei um post num fórum, intitulado «Como EVACUAR na casa da namorada». Lamento é que esteja em brasileiro, mas vocês entendem...


"

Tudo deveria ser natural já que todo mundo caga, porém seria muito tosco você
virar para sua namorada(o) e falar: "Meu bem, vou ali dar uma cagadinha e já
volto, juro que nao vou demorar muito." Ninguem faz isso, principalmente se for
a primeira cagada. Portanto segue um tutorial de como deve ser sua cagada na
casa de sua namorada(o).São duas Fases: PREPARAÇÃO e EXECUÇÃO. Ambas são
importantes e estão interligadas. Só separei em fases para ficar de mais fácil
entendimento!

PREPARAÇÃO:1) Primeiramente deve-se conhecer bem o local. Quando der aquela
primeira reviravolta na barriga não perca tempo, acredite, o pior pode está por
vir. De um desculpa, do tipo "O meu dente ta doendo, vou no banheiro ver o que
é, ou "Tem uma espinha me incomodando, vou ao banheiro", enfim, qualquer coisa
do tipo para ir averiguar o local.2) Chegando no banheiro você tem que ser
rápido para não ser surprendido. Abra as janelas do banheiro, verifique o PH, se
não tiver, seja ousado, abra rapidamente o armarinho do banheiro e de uma
conferida. Se tiver bidê ou mangueirinha melhor. Pronto agora você ja conhece o
local e sabe o que está por vir!3) Volte para o sofá com sua namorada(o) e
espere até o momento máximo, o êxtase, o clímax, o apse! Quanto maior a vontade,
mais fácil será, pode acreditar. Quando você já estiver suando e tricando o c*
(o famoso pisca alerta ligado), seja rápido, diga que você vai ao banheiro
rapidinho.

FIM DA FASE I.INÍCIO DA FASE II:EXECUÇÃO: (São várias tarefas uma seguida da
outra. Respire fundo e Vá com tudo. Acabando uma, já pula pra outra, sem
parar!)Pronto agora começa o plano! (It's ON!) No corredor já vá abrindo o zíper
e o botão da calça. Entrando no banheiro, tranque a porta, abaixe as calças,
sente-se no trono, e ESCORREGUE O PELOTO!, BOTE PRA NASCER!, CAGUE COM TODAS AS
SUAS FORÇAS, SE POSSÍVEL, A MAIOR DO MUNDO (cuidado pra não soltar aquele
"Uhhhh") e conte até 10. Sim, até 10. Comece a fazer muita forca para cagar o
máximo possivel, quando chegar no 10 seu tempo acabou. É a hora da descarga.
Cague dando descarga. A descarga deve durar aproximadamente 6 segundos.Dada a
descarga você tem que ser ágil: levante e cautelosamente vá até a pia. Ah, e
muito cuidado nessa hora para não pingar cocô na calça e nem no tapete da(o)
sogra(o), deixando aquele tolete, vulgo pitoco de ***** no chão. Certifique-se
que cagou tudo antes! Daí a IMPORTÂNCIA de usar todas as suas forças, na hora da
evacuação, justamente para não acontecer isso.Ligue a torneira. Pronto, limpe a
bunda o mais rapido possivel na primeira toalha que você avistar.Missão quase
cumprida! Lave a mão, abra a porta e faça movimentos rápidos e repetitivos
abrindo e fechando a porta, como se fosse um abanador (De preferência na
velocidade do KATRINA!)Pronto, pode voltar feliz pra sua namorada(o). Missão
Cumprida

Isso tudo deve demorar no máximo 1 minuto e meio.Seria bom dar uma treinada
em casa com relógio e tudo mais pra não passar vergonha!Cronometrei e consigo a
surpreendente marca de 1 minuto e 19 segundos! Isso mesmo! E volto com a bunda
limpa e a mão cheirando saboneteÉ, isso é um trabalho sujo, mas alguém tem que
fazê-lo

O princípio dos "Sons"!

Chego tarde, para variar. É a minha vez, enfim, de contribuir (bem ou mal, isso caber-vos-à decidir) para isto (que ninguém percebeu bem, ainda, o que virá a ser) que começou de forma improvável entre três pessoas que se encontravam entre o puff, o chão e a cama do meu quarto... num contexto muito pouco erótico, na verdade, entre copos e trocas de ideias e sons (potencialmente) suspeitos vindos do I-Pod do Francisco, um dos fundadores.
Já não sei em que parte da conversa surgiu a lembrança que viria a remeter, mais tarde, para o nome um tanto pomposo que dá título a esta compilação (ainda) embrionária: Sons de Raposo. "De", note-se, e nunca "do". Há coisas que não podem ser confundidas:)
Tudo começa no supino, no seio do seu "gang" (como gosto de lhes chamar), no cantinho mais concorrido do nosso ginásio. Eles carregam a barra com "bolachas" dos dois lados, e o peso aumenta...sentam-se no banco, concentram-se, respiram fundo...activam (espero!) os abdominais, nomeadamente as camadas profundas...e levantam pesos, por vezes, inimagináveis! Ao fazê-lo não vacilam: sopram, gemem, gritam até! Este cenário repete-se várias vezes por dia, e são vários os alunos que encarnam a personagem. Escolhemos o líder do "gang do supino" para lhe dar nome, a título meramente simbólico, mas muitos virão, decerto, a identificar-se com esta situação.
O "gang do supino" acolheu-me como "um" deles - ou antes, como "uma", e uma entre poucas, imagino. O supino soou-me, em tempo, a exercício de "homens", àquela parte do ginásio praticamente vedada às mulheres (de um ponto de vista meramente simbólico, claro está), e confesso que me intimidava ligeiramente, bem como os seus "músicos"... afinal, com o tempo, o supino converteu-se um cantinho agradável onde aprendo, ensino e, como se não bastasse, fiz já alguns amigos! Claro que também me divirto; e, como se não bastassem já assuntos de conversa para "distrair" os alunos empenhados em levantar carga, temos aqui mais um pretexto para adiar o momento esperado (ou será mais receado?) por muitos: o momento de levantar cargas imensas e emitir "Sons de Raposo"! Que serão, agora, de Raposo e de tantos outros, como nós.
Já faço parte do "gang", já só falta mesmo o "supino"...:)

Paixão

sábado, 26 de abril de 2008

A arma do Demo!!!!

Pois é... Aqui há uns dias lá ia eu, todo contente, para o ginásio e em tudo parecia um dia normal e como tantos outros da minha e da vida de alguns de vós. Saí de casa a cantarolar e a dar graças aos céus por estar sol naquele dia e eu ter conseguido ter feito a fotossíntese. Entro no ginásio, falo à Diana e ao João, como de costume, e lá vou eu para essa sala que já nos permitiu tantas interacções sociais. Chego lá e deparo-me com o nosso grande amigo Francisco acompanhado pela Rita. Pois é, até aí tudo bem, normalidade até ao ponto em que me deixo convencer a utilizar o TRX. Pois é, parece tão inofensivo, afinal é apenas uma "coisinha" que está ali pendurada... nem sequer se levanta pesos nem nada... até se começar a utilizar o maldito acessório!!!!! Após breves instantes houve muita coisa que me passou pela cabeça, mas a que me ficou mais presente foi a minha súbita dúvida acerca da amizade que a Rita e o Francisco sentem em relação a mim. Cada vez que fazia mais uma repetição pensava que qualquer pessoa que recomendasse tal exercício a outra não podia ter intenções outras que causar dor física.
Dias mais tarde, novamente naquilo a que eu gosto de apelidar de "reunião social" (entenda-se copos), foi-lhe designado o nome pelo qual passaría a ser conhecido... TRX a.k.a. A arma do Demo! Penso que esta foi da minha autoria, mas o Francisco prontamente também se lembrou de outro nome que reflecte, tão bem quanto o anterior, as dores causadas por dito aparelho. Passou também a ser conhecido por Doomsday Machine!

Por isso aqui deixo o aviso... assim que virem a Rita, vejam se essa "Arma do Demo" está por perto! Se estiver... fujam... não pensem em mais nada... corram tanto como o objecto de desejo do "Coyote"que nunca se deixou apanhar até hoje. Nesta situação o TRX significa todos aqueles abusos e maus-tratos que o nosso "Coyote" sofre às mãos do seu arqui-rival, sendo que o "Coyote", numa daquelas situações em que ele simplesmente mostra a tabuleta que desesperadamente transmite a mensagem sucinta mas ainda assim muito directa HELP!!!!, representa quem quer que esteja prestes a entrar nesse "turbilhão de emoções" que é o TRX e a situação em que o "Coyote" aparece todo partido o resultado final da pessoa que acabou de utilizar o TRX.
Para todos estarem atentos deixo no final uma imagem do dito aparelho.

Bem, a noite já vai longe, e eu não vos tomo mais tempo.

Beijinhos, abraços, apertos de mão e um simples "Olá tudo bem?", como quem passa no corredor por alguém que tem a impressão de já ter visto numa noite algures, mas que estava demasiado... hhhmmm... sóbrio para se lembrar.

Rui de Carvalho


sexta-feira, 25 de abril de 2008

Grande Porra

É com a expressão «grande porra» que dou início a minha contribuição para este blog...
Desse lado alguns de vocês perguntarão mas porquê «grande porra» Francisco, tu que és tão majestoso e incrivelmente bem dotado?...
Parcialmente porque estou bêbado... e também porque acabei de descobrir que ainda não tinha sido proferida nenhuma asneira neste blog...e queria ser inovador...
Entretanto....esqueci-me do que ia dizer...
Ah... Este blog tal como o meu articulado amigo Rui mencionou é multifacetado, pode servir tanto para comentar o estado do tempo como para despejarem todos os vossos desejos sexuais mais obscuros (claro que se achar que o conteúdo dos desejos for de facto muito perturbador, e se forem homens, aconselho-vos a ir a um terapeuta, se forem mulheres, com idade entre os 18 e os 35... venham falar comigo... estou cá para vos ajudar).
Já agora... o tempo desta noite estava bestial...e o de amanhã também porque tecnicamente já entramos no dia seguinte...
Estou ansioso, no mínimo, para ver a contribuição da nossa estimada amiga Rita com quem hoje partilhei uma conversa interessantíssima sobre um dos meus temas favoritos, ou seja, mamas e rabos.
Aproveito também para descrever cada um dos fundadores deste blog, porque é das poucas hipóteses que eu tenho para lhes chamar nomes sem sentir remorsos e também porque assim é suficientemente público para que todos possam ler e eventualmente expulsá-los da nossa sociedade...
Ou então ficará para outro dia porque hoje falta-me inspiração, ou seja, cerveja...
Apraz-me saber que finalmente alguma coisa na minha vida resultou, nomeadamente este blog.
Depois de me humilhar muito para além daquilo que esperava com os meus comentários machistas (a proposta dos desejos sexuais obscuros mantem-se caras leitoras), despeço-me pois está na hora dos desenhos animados pornográficos, ou seja outra potencial fonte de informação.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Começou

Bem, como se dizia em anos que já passaram... Partida, largada, fugida!!!!!


e aqui começou mais um blog... Um blog algo diferente... que nasceu a altas horas da madrugada, em casa da nossa querida Rita, num devaneio de loucura incessante... bem, pelo menos nos cinco minutos que durou!
E porquê diferente perguntam voçês? Bem, sinceramente não faço a mínima ideia, até porque a utilização da palavra diferente foi apenas uma tentativa de vos deixar colados ao monitor do vosso computador, ou então da vossa parede (no caso de algum de vós ser o feliz proprietário de um projector e o utilize para ver os blogs...). Bem já estou um pouco "offtopic" dado que este primeiro post será uma introdução um maravilhoso mundo novo, que será este nosso blogue (viram novamente a minha tentativa de vos colar ao monitor e deixar-vos sentadinhos na pontinha da vossa cadeira??).

Teorias e conversa fiada, que não interessa nem ao "Menino Jesus" (ou Menino Jasus, como por vezes á referenciado em certas partes deste nosso belo país), à parte este novíssimo blogue abarcará uma "panóplia brutal" de temas, de entre os quais podemos falar de supino, exercícios para os quadríceps, o coelhinho da páscoa , a fonte da juventude (algures perdida pela América Central), a Atlântida, as frases cheias de sapiência de Alberto Joâo Jardim, a liga dos últimos, o grande Achmed e Jeff Dunham, os dois candidatos democratas que já chegarão às eleições cansados de tanto lutar e nunca deixando de passar por esse tema incortornável... as repetições do Dragon Ball na Sic Radical!!!!!


Uff puff, depois de tanta conversa fiada até estou cansado...

Um grande bem-haja a todos.

Ps: em relação ao que escrever no blog... escrevam sobre o que vos der na real gana!!!!!!!!!!!!