segunda-feira, 21 de julho de 2008

Diarreia

Pois é meus caros, esta minha intervenção, que será breve (ou talvez não), será apenas sobre diarreia. "Mas porquê diarreia", perguntam vocês. E com razão. De facto, não é o tema mais agradável de se falar, sobretudo se estivermos a meio de um jantar romântico com uma moçoila esbelta e bem-parecida num restaurante fino, à luz das velas a degustar um bom tinto Alentejano. Por isso, esclareço desde já qual o meu intento em trazer à baila este tema tão líquido: meus amigos, encontro-me neste momento em diarreia mental. Isto quando somente me faltam 2 exames nesta interminável época, digna da atenção de Tolkien para uma 4ª aventura do nosso amigo de pés peludos, mas desta vez com bem menos acção, mais numa onda de cinema europeu, algo mais cultural (como, aliás, uma época de exames obriga).
"E porque é que estás em diarreia mental, caro amigo palhaço neste circo que é a vida?" indagam vocês. E de novo com razão. Pois é, ando há algumas muitas semanas em trabalho intenso, a decorar quantidades massivas de informação, sendo que, após 4 exames (que correram todos bem, graças a Deus Nosso Senhor Jesus Cristo), detectei num documento pirata de estudo (vulgo "apontamentos") um facto interessante: uma causa neurológica comum de morte nos jovens adultos é o "Amolecimento Cerebral Espontâneo". Deixem que vos diga, de antemão, que tal doença não existe, ou pelo menos ainda não foi descrita. Ora, só alguém com muita imaginação, ou sob o efeito de substâncias psicotrópicas demasiado potentes até para o Keith Richards dos Stones poderia prever uma situação destas: "epá, chegou-me aqui à Urgência este tipo com um amolecimento cerebral espontâneo, já não pude fazer nada... ainda administrei farinha e 2 dl de leite, bati umas claras em castelo, mas mesmo assim não colou". E assim nasce o Amolecimento Cerebral Espontâneo. E assim, à semelhança da moleza dos produtos intestinais definidos por "diarreia", posso, com segurança, afirmar que este sujeito fez uma descoberta brilhante, ao descrever a doença eu eu viria a desenvolver volvidos alguns anos, em plena época de exames: Diarreia Cerebral.
Ainda bem que está quase no fim.

1 comentário:

Paixão disse...

Meu caro, as tuas contribuições são sempre inesperadas e brilhantes!:) Fiquei deveras boquiaberta, de tal modo que vou participar também!